O Botafogo entrou em campo neste domingo, diante do Olaria, com dois objetivos: assumir a liderança do grupo A e eliminar matematicamente o rival Vasco da Taça Rio. Com atuação consistente do meio-campo, liderado por Lodeiro, e o gás extra do jovem Vitinho, as duas metas foram alcançadas com sucesso. O sistema defensivo do Glorioso foi pouco exigido e, em grande parte do confronto, apenas assistiu a vitória.
Só que o triunfo por 3 a 0 não foi tão fácil assim. O Alvinegro começou a partida de forma apática, errando muitos passes na saída de bola e sendo displicente ofensivamente, o que tornou a partida monótona diante da falta de qualidade do tradicional Azulão da Bariri. Mesmo empurrado pela torcida, que compareceu em bom número ao estádio Raulino de Oliveira, o Botafogo esbarrou no péssimo estado do gramado e nas boas defesas do goleiro Gustavo.
Desfalcado de Jéfferson, Dória e Seedorf, o Fogão foi comandado pelo incansável Lodeiro, que chamou a responsabilidade da armação de jogadas e estava com a pontaria calibrada. Em cobrança de falta, a melhor chance da primeira etapa: o Gustavo espalmou e a bola ainda explodiu na trave direita. Rafael Marques, jogando mais recuado, recebeu bom lançamento de Marcelo Mattos e também obrigou o arqueiro a salvar o Olaria.
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| Vitinho comemora um de seus dois belos gols |
Na segunda etapa, o técnico Oswaldo de Oliveira resolveu sacar Mattos e colocar Renato, visando melhorar a qualidade na saída de bola. Mas o brilho veio de quem já estava dentro de campo: o uruguaio Lodeiro roubou a bola na defesa adversária, tirou o zagueiro, driblou o goleiro e mandou pras redes. O gol, logo cedo, deu tranquilidade ao time e animou ainda mais a empolgada torcida nas arquibancadas.
A partir daí, o time apenas cadenciou o jogo e criou algumas chances. Houve espaço também para mais uma lambança da arbitragem: Fellype Gabriel finalizou, o goleiro rebateu na barriga do meia, caindo no fundo das redes. O assistente adicional, porém, mesmo de frente, deu toque de mão. Mas logo depois, começou o show de Vitinho: o garoto entrou na vaga de Bruno Mendes e marcou dois golaços em jogadas individuais, fechando o placar em três a zero.
Na próxima quarta-feira, o Botafogo entra em campo às 16 horas, em jogo adiado contra o Friburguense, válido pela terceira rodada da Taça Rio. A partida é muito importante, visto que o Botafogo precisa vencer para assumir a liderança no ranking geral do campeonato, o que dá a vantagem de dois empates em caso de necessidade de final - ou seja, caso o Botafogo não vença também o segundo turno.
ANÁLISES INDIVIDUAIS
Renan - Pouco exigido, mostrou segurança nas poucas vezes em que precisou intervir.
Lucas - Chegou bem ao ataque e ajudou nas tramas ofensivas, mas fez poucas jogadas de fundo.
Bolívar - O General começou meio perdido, errando muitos passes, mas logo se encontrou em campo. Atuação segura e discreta.
André Bahia - Assim como o companheiro, errou muitos passes no primeiro tempo e perdeu jogadas bobas, mas conseguiu se recuperar a tempo de fazer uma boa partida.
Júlio César - Presença constante no campo de ataque, alterna jogadas de fundo com lances na diagonal. Tem sido um dos destaques do time desde que assumiu a camisa 6.
Gabriel - Mais uma vez, um dos melhores em campo - junto com Lodeiro. Muita segurança na marcação e agilidade na saída de jogo. É o motorzinho do time. Fundamental na ligação defesa-ataque.
Marcelo Mattos - Errou muitos passes e parecia ansioso com a bola. Saiu no intervalo para a entrada de Renato, que melhorou a saída de bola, mas sem se destacar muito devido à falta de ritmo. Pode voltar a ser importante no elenco.
Fellype Gabriel - Boa atuação, principalmente na segunda etapa. Sofre com as faltas adversárias, mas vem mostrando evolução física. Muito importante taticamente. Teve um gol mal anulado e participou efetivamente de várias jogadas de ataque.
Lodeiro - Destaque da partida. Incansável, assumiu o papel de Seedorf e armou todas as jogadas, além de brigar pela posse de bola na saída de jogo adversária. Cada vez mais adaptado ao Botafogo e ao futebol brasileiro. Belo gol.
Rafael Marques - Vem crescendo a cada jogo, mas é limitado. Se doa bastante e joga para o time, atuando mais recuado. Apesar disso, não justifica seu alto salário. Foi substituído por Henrique, que foi discreto e pouco participou.
Bruno Mendes - Pior em campo. Brigou com a bola na maioria das jogadas. Vive péssima fase, após ser considerado a solução para o ataque. Pode perder a vaga com a volta de Seedorf. Saiu para a entrada de Vitinho, que deu um show em 15 minutos, marcando dois golaços. No entanto, precisa ser menos individualista e tocar mais a bola. Potencial imenso, mas é preciso ter tranquilidade para trabalhá-lo.
Oswaldo de Oliveira - Parece ter encontrado a maneira certa de jogar. As saídas de Márcio Azevedo e Antônio Carlos melhoraram o sistema defensivo, que sofreu apenas um gol nos últimos 6 jogos, na partida contra o Madureira.

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